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por Sun Lidong

Enquanto o frio ainda teima no norte da China, as flores de colza desabrocham no município de Luoping, província de Yunnan, no sudoeste do país, e transformam mais de cem mil acres de terra num mar dourado.

Próximo à divisa das províncias de Yunnan, Guangxi e Sichuan, Luoping é uma das 31 bases de cultivo de colza, com uma produção anual de 30 mil toneladas dessa oleaginosa.  Na época do Festival da Primavera, o lugar se transforma em um oceano de flores. Aldeias e mais aldeias pontilham o vasto tapete dourado, adornado aqui e ali pelas rochas cônicas de karst. Não foi à toa que essa paisagem paradisíaca ganhou o apelido de “maior jardim natural do mundo”.

A flor de colza em si não tem nada de extraordinário. Olhando de perto, suas quatro delicadas pétalas em cruz não poderiam ser mais singelas. Mas, quando chega a florada, um sem número delas desabrocha ao mesmo tempo e inunda campos e aldeias com um amarelo tão vivo que faz vibrar as cordas da alma. Quem vem da cidade para ver esse tapete florido, sente mais do que nunca a chegada da primavera.

Serra Jinji

Doze quilômetros a nordeste de Luoping pela rodovia G324 encontra-se uma multidão de morros cônicos espalhados pelo vale, são os picos da serra Jinji, que se estende por quase uma centena de quilômetros quadrados. Esse é o ponto mais famoso para apreciar os campos de colza. Do cimo desses picos veem-se, até onde a vista alcança, cumes solitários em majestoso contraste com a planície florida.

Caracóis de Niujie

Em comparação com a paisagem grandiosa da serra Jinji, os campos de Niujie, ao norte de Luoping, parecem refinadas miniaturas. Um a um, os terraços sobem pelas encostas em linhas sinuosas como caracóis. Em uns se cultiva a colza, em outros, o trigo ou hortaliças. Diferentes cores se imbricam em círculos de matizes claros e escuros, o encanto já é outro.